Esporte: Perfeito, Brasil se agiganta, embolsa a Rússia e vai à semifinal do Grand Prix

Perfeito, Brasil se agiganta, embolsa a Rússia e vai à semifinal do Grand Prix



Com quantas vitórias se faz um campeão? A contagem, em medida olímpica, se faz subjetiva. Se o caminho começou há quatro anos, o Brasil talvez tenha dado a maior prova de sua força nesta quinta-feira. Diante de um rival tão temido, com uma gigante do outro outro lado, o jeito era beirar a perfeição. Em uma partida brilhante, a seleção não quis saber quem vinha pela frente. Com autoridade, a equipe de José Roberto Guimarães atropelou a Rússia: 3 sets a 0, parciais 25/22, 25/10 e 25/21.

A vaga na semifinal do Grand Prix foi garantida com louvor. Agora, o Brasil espera pelo seu próximo rival. Com o primeiro lugar do grupo J garantido, a seleção ainda aguarda a definição da outra chave. Ao que tudo indica, será a Holanda, que mostrou sua força diante da China. Apesar de contar com um time reserva na Tailândia, as asiáticas começaram melhor. As europeias, porém, reagiram e viraram a partida: 3 sets a 2, parciais 23/25, 25/14, 19/25, 25/20 e 15/8. Nesta sexta, a equipe de José Roberto Guimarães folga e só volta a jogar no sábado, às 5h (horário de Brasília).

Em um jogo no qual ninguém destoou, Sheilla saiu como a maior pontuadora, com 14 pontos. Thaísa, com 13, e Natália, com 12, também brilharam. Após a partida, a oposta festejou a vitória contra as rivais.

- Acho que foi o jogo que a gente conseguiu fazer o jogo que combinou. Forçar o saque, acho que o saque entrou muito bem. Imprimimos o ritmo o tempo inteiro, não entramos na fleuma deles. Eles são muito parados. A Rússia está incompleta, sabemos disso. Mas é sempre bom ganhar por 3 sets a 0 delas. Sabemos que mais para frente não vai ser assim - afirmou.

O jogo

No levantamento perfeito de Dani Lins, a pancada de Thaísa abriu o jogo. A central também marcou o segundo, em saque forçado, tão pedido por Zé Roberto. O bom início animou. Do outro lado, porém, havia Nataliya Goncharova. Tão temida pelos rivais, a oposta não demorou a aparecer, acelerando o ritmo da Rússia e expondo o Brasil ao erro. Em um jogo equilibrado, as europeias foram para a primeira parada técnica em vantagem, com 8/7.

Tão eficiente no dia anterior, Natália manteve o ritmo. Encaixou dois ataques seguidos – um após bola praticamente perdida –, e o Brasil virou. Abriu 10/8 com Fernanda Garay, obrigando o pedido de tempo do lado de lá. As russas ainda tomaram a frente uma vez mais, mas, bem no saque, as brasileiras abriram 16/14 na segunda parada.

Era um clássico, porém. Se um time conseguira abrir vantagem, o outro não demorava muito a buscar. Após erro no ataque de fundo com Fê Garay, a Rússia fez 18/17, e Zé pediu tempo. Deu certo. O Brasil melhorou e passou a dominar o jogo. Deu espaço até para uma leve provocação de Thaísa após ponto de bloqueio. Com o placar em 24/19, as russas tiraram três pontos da diferença e trouxeram à tona o velho fantasma da Olimpíada de Atenas, em 2004. Desta vez, ficou apenas no susto: Fê Garay apareceu bem e deu números finais ao set: 25/22.

Na volta à quadra, o mesmo embalo. O Brasil abriu 4/0 no placar. Com 5/1, o técnico russo fez seu primeiro pedido de tempo. Com 7/3, o segundo. A consistência que Zé Roberto tanto pedira estava ali. O saque também funcionava. Fê Garay soltou o braço, ampliou a vantagem e fez o quinto ponto no fundamento na partida. No segundo tempo técnico, o Brasil já tinha o dobro de pontos das rivais: 16/8.

Com 20/9, Zé tentou pela primeira vez a inversão 5 por 1, mandando Roberta e Gabi, mais uma vez como oposta, à quadra. A seleção manteve o ritmo. Nada parecia parar as bicampeãs olímpicas. Perto da perfeição, abriu 2 a 0 com 25/10 no placar.

A Rússia tentou equilibrar as coisas no terceiro set. Não queria admitir uma superioridade tão absoluta do outro lado. Até começou bem, mas o bloqueio simples de Natália fez a seleção chegar a 7/5. No ataque para fora de Goncharova, o Brasil já tinha 8/5 na primeira parada técnica.

A vitória se apresentou como certa com o placar em 15/10. Zé Roberto, então, mandou Jaqueline para a quadra para sacar, empolgando a torcida no ginásio. A Rússia tentou reagir. Queria lutar. Não conseguiu. O temor foi vencido com uma partida perfeita: 25/21.

Fonte: Globo Esporte
Foto: Divulgação / FIVB
Página anterior Próxima página