Esporte: Diretor do Rio 2016 explica "operação de guerra" e descarta verba federal; E diz que se Obama vier vai de ônibus

Diretor do Rio 2016 explica "operação de guerra" e descarta verba federal; E diz que se Obama vier vai de ônibus



Diretor de operações do Comitê Rio 2016, Rodrigo Tostes centraliza e desembaraça problemas de diversas áreas para conseguir entregar o que repete a todo momento: a maior festa do mundo. Mesmo diante de todos os percalços, cortes de orçamento, possibilidade de greve de forças de segurança, ameaças terroristas e outras questões, Tostes afirma que a operação para a Olimpíada está pronta e confia em um evento inesquecível. O diretor, apesar de reconhecer que a cota de patrocínios da Paralimpíada não foi atingida, assegura que o orçamento está sob controle e não será necessária verba federal para fechar a conta. Em sua alçada, estão situações complexas como o transporte de dezenas de chefes de estado em ônibus para a cerimônia de abertura. Até o presidente americano, Barack Obama, se vier, não escapará do coletivo:

- Vai de ônibus também, a delegação dele vai de ônibus. Todo mundo vai de ônibus.

Ex-vice de finanças do Flamengo, Tostes tem experiência em lidar com cortes em orçamento e afirma que o principal foco são atletas e o espetáculo. Outros luxos, como a comida em lounges e áreas VIP, podem estar sob risco, dependendo dos números. Ele confirma ainda que por pouco o Rio 2016 não mudou sedes do futebol e reduziu o seu número e avisa que o nível de checagem e preocupação com a segurança nas instalações aumentou por conta das recentes ameaças terroristas.

Sobre a possibilidade de greves de forças de segurança, ele afirma que há plano de contingência, mas acredita que quando a competição começar, todos vão se unir para entregar ao mundo uma grande festa. Comentou também a preocupação com a falta de testes no metrô e a dificuldade de alinhar a logística para um total de cerca de 200 mil pessoas envolvidas diretamente no evento.

- A operação de um evento desse tamanho em um espaço de tempo tão pequeno é uma operação logística que só é comparável a uma guerra. Às vezes, você toma uma decisão, mas tem de pensar todo o impacto que essa decisão tem. É o maior evento do mundo que será realizado no nosso quintal, algo que nem nossos filhos vão ter oportunidade de ver provavelmente.

O diretor concedeu entrevista por telefone ao GloboEsporte.com na quarta-feira, um dia antes da prisão de um grupo de suspeitos de ligação com o terrorismo pela Polícia Federal. A assessoria do Rio 2016 informou que, por questões de segurança, não confirma os chefes de estado que estarão presentes, tampouco pode fornecer detalhes sobre o veículo que será utilizado para o transporte dessas autoridades para a cerimônia de abertura.

Fonte: Globo Esporte
Foto: Ivan Raupp
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