Esporte: Inglaterra complica contas e vê França e Portugal surgirem em seu caminho

Inglaterra complica contas e vê França e Portugal surgirem em seu caminho


A Inglaterra não conseguiu superar o fantasma de Saint-Étienne e não foi além do empate diante com a Eslováquia (0 a 0). O resultado mais gordo no outro jogo do grupo, entre País de Gales e Rússia (3 a 0), deixou a liderança do grupo E para os vizinhos britânicos e relegou os ingleses para o segundo lugar. O que significa também encarar o lado mais difícil da chave no mata-mata, onde já se encontram França e Itália e, muito provavelmente, a Alemanha se juntará a eles nesta terça-feira e, potencialmente, Portugal no dia seguinte.

Por enquanto, os ingleses têm a certeza de que jogam as oitavas de final do torneio no dia 27 de junho na cidade de Nice contra o segundo classificado do grupo F, chave onde se encontram Portugal, Hungria, Islândia e Áustria. O encontro com os lusitanos, que precisam vencer para garantir a classificação, seria uma reedição de dois jogos que entraram na história da Eurocopa de 2004 e da Copa do Mundo de 2006, quando a seleção então treinada por Felipão deixou os ingleses pelo caminho com muito sofrimento nos pênaltis. Os lusos também venceram a Inglaterra por 3 a 2 na Eurocopa de 2000.

As memórias desses jogos são tão frescas que Roy Hodgson garante que o time já está treinando os pênaltis (em 2012 ingleses também foram eliminados nos pênaltis pela Itália), no entanto, frisa que a sua Inglaterra não será um adversário cômodo para ninguém.

- Vamos jogar contra a segunda equipe do grupo F que pode sim ser Portugal, mas também Hungria ou outro. Vai ser um jogo difícil para nós, mas para eles também. A gente treina cobranças de pênaltis todos os dias é verdade, mas você sabe que não é igual cobrar num estádio cheio de torcedores ou num treino. Eu penso que a gente pode evitar os pênaltis se continuamos jogando com essa energia. Vejo este time capaz de vencer no tempo normal - alertou o britânico.

Reis de chances perdidas

A Inglaterra tem em comum com Portugal o fato dos dois serem os times que mais finalizaram nesta competição: 65 para os britânicos e 50 para os lusos, que têm um jogo a menos (enfrentam a Hungria na quarta-feira). Dessas 65, a Inglaterra desperdiçou 27 na noite de segunda-feira em Saint-Étienne diante da Eslováquia. O duelo de chances perdidas teve Vardy, Lallana e Sturridge nos papéis principais, mas a falta de eficácia não preocupa o técnico. Roy Hodgson confia que além do domínio de jogo, a seleção tem muitos jogadores capazes de fazer gol.

O mesmo problema atravessa Portugal, que fez apenas um na estreia contra a Islândia e sofre com a seca do seu grande astro, Cristiano Ronaldo. A má notícia para estes dois times é que quem vencer este possível duelo de Nice nas oitavas vai rever, com grande probabilidade, a “inimiga” França nas quartas de final. O técnico inglês elogiou o time francês e prevê um grande duelo em caso de embate entre estes dois gigantes europeus.

- Eu tenho muito respeito pela equipe da França. Eu penso que é uma grande equipe, antes disso é preciso ganhar o nosso jogo das oitavas de final. Se avançarmos até às quartas, eu espero uma França muito aberta, eles vão jogar com paixão e oferecer um jogo bem mais ofensivo que este que a gente jogou.

Fonte: Globo Esporte
Foto: AP
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