Esporte: 7 mágicas de Bauza que levaram o São Paulo 'das cinzas' até a semi da Libertadores

7 mágicas de Bauza que levaram o São Paulo 'das cinzas' até a semi da Libertadores



Quando contratou Edgardo Bauza, o São Paulo levou em consideração o retrospecto do argentino na Copa Libertadores. Bicampeão com LDU-EQU e San Lorenzo-ARG, o técnico é visto como alguém que "sabe jogar" a competição. A vaga na semifinal é prova de que a escolha tem se mostrado mais do que certa até o momento.

Pressionado no início de trabalho pelos resultados ruins no início do torneio, o treinador mostrou todas as credenciais de quem já conquistou a taça duas vezes e comandou uma mudança que durante muito tempo foi considerada improvável.

Desde a filosofia de trabalho até o exorcismo do "fantasma brasileiro" na Libertadores, o argentino foi essencial para que o time voltasse a animar a torcida e virasse um dos quatro melhores da América do Sul.

Basta uma ideia
Fechar com a ideia de trabalho de Bauza foi uma das principais armas. O treinador foi chamado de pragmático em diversos momentos, mas foi exatamente a insistência que levou o elenco a atingir o estágio atual.

O técnico soube ganhar os atletas mesmo sem o estilo "paizão". Um dos momentos mais emblemáticos foi quando Bauza tirou Paulo Henrique Ganso da equipe titular para colocar Wesley em duelos que exigiam mais marcação. Mesmo com as críticas, o treinador foi fiel às convicções, e a tática se demonstrou mais do que eficiente.

Deu brilho ao ataque
Um dos pontos críticos no começo de trabalho do treinador argentino no São Paulo era a efetividade do sistema ofensivo. O próprio Bauza chegou a lamentar que o time não conseguia marcar. "Tem nos custado muito a fazer gols", disse, após a derrota para a Ponte Preta por 1 a 0 no fim de fevereiro.

Entre o fim de janeiro e o fim de março, foram 19 gols em 18 jogos (1,05 de média). A partir do começo de abril, com o time-base finalmente encontrado pelo treinador, a média subiu: 1,88, com 20 gols em 11 jogos.

'Inventou' o capitão Hudson
Depois de um 2015 sem brilho, o volante se firmou com Bauza nesta temporada. Passou a ter boas atuações e ser fundamental na contenção e organização defensiva. Coincidência ou não, recebeu a faixa de capitão do técnico e virou, simbolica e efetivamente, um dos líderes do time dentro de campo.

'Reviveu' Wesley
O jogador estava sem ser utilizado pelos técnicos anteriores. Sem demonstrar um grande futebol desde os tempos de Palmeiras, principalmente na Série B, Wesley se reencontrou sob o comando de Bauza. O atleta foi importante nas partidas contra o The Strongest-BOL, na altitude de La Paz, e contra o Toluca-MEX.

Contra o Atlético-MG, que definiu a vaga na semifinal, Wesley foi utilizado no segundo tempo e deu fôlego ao time, virando uma das importantes peças no elenco.

Bola parada mortal!
Arrumar o desempenho nas bolas paradas também foi mérito do trabalho do argentino. Com Maicon e Rodrigo Caio, o São Paulo passou a aproveitar melhor as chances que tem tanto em escanteios quanto nas faltas próximas a área. Prova disso, é que a equipe marcou sete vezes desta forma nesta Libertadores.

É feio? E daí, funciona!
"A verdade é que não me interessas ser vistoso, o que me interessa é ser efetivo. Eu quero um time que ganhe."

Essa foi uma das colocações de Bauza na coletiva de imprensa após a classificação contra o Atlético-MG. O time faz o que precisa. Foi assim quando passou no limite na fase de grupos e nas oitavas de final contra o Toluca-MEX (goleou no primeiro jogo e ficou com situação muito favorável para o duelo de volta, quando foi derrotado por 3 a 1).

O exorcista
Edgardo Bauza conseguiu o que ninguém havia feito na década: eliminar um brasileiro na Libertadores. A equipe tricolor caiu sete vezes seguidas quando encontrou rivais do mesmo país. Os tropeços foram diante de Grêmio, Fluminense, Cruzeiro, Internacional e o próprio Atlético-MG.

Fonte: MSN
Foto: Gazeta Press
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